Haddad deixará Ministério da Fazenda para disputar governo de São Paulo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o comando da pasta na próxima semana para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A informação foi confirmada por fontes próximas ao ministro ouvidas por analistas políticos.

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A expectativa é que Haddad deixe oficialmente o cargo na quinta-feira (19), dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral brasileira. Pela regra, ministros e ocupantes de cargos no Executivo que pretendem disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos — até seis meses antes do pleito.

A decisão ocorre após pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considera estratégica a presença de Haddad na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O principal adversário na corrida estadual deverá ser o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nos bastidores do governo, Haddad demonstrava resistência em deixar o ministério, argumentando que o cenário presidencial era mais favorável para Lula do que em 2022. No entanto, o avanço da polarização na disputa nacional — especialmente após a divulgação de uma pesquisa do Datafolha — acabou pesando na decisão.

O levantamento indica um possível segundo turno bastante apertado entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de 2026. Diante desse cenário, integrantes do governo avaliam que fortalecer a base política em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, será fundamental.

Outro fator que favoreceu a escolha foi o desempenho de Haddad nas pesquisas para o governo paulista. Segundo o Datafolha divulgado no domingo (8), o ministro aparece com 31% das intenções de voto, à frente de outros nomes cogitados pelo governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

Apesar disso, Haddad ainda está atrás de Tarcísio de Freitas, que lidera a corrida com 44% das intenções de voto.

A eventual saída do ministro abre espaço para mudanças na equipe econômica do governo federal, embora o Palácio do Planalto ainda não tenha anunciado oficialmente quem poderá assumir o Ministério da Fazenda caso a candidatura se confirme.

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