Lula lidera corrida presidencial de 2026, enquanto Flávio Bolsonaro surge como principal nome da oposição

A disputa pelo Palácio do Planalto já começa a ganhar forma a nove meses das eleições presidenciais de 2026. Pelo menos sete nomes se colocam como pré-candidatos ao cargo máximo do país, entre eles o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontados pelas pesquisas como os principais concorrentes na corrida eleitoral.

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Lula confirmou que pretende disputar um quarto mandato, o que representaria a sétima vez em que participa de uma eleição presidencial. Aos 80 anos, o presidente lidera os cenários de primeiro turno nas pesquisas recentes. Levantamento da Quaest divulgado em fevereiro indica que o petista tem entre 35% e 39% das intenções de voto. Já pesquisa Atlas/Bloomberg mostra números ainda mais elevados, chegando a cerca de 45%, dependendo do cenário analisado.

Apesar da liderança, Lula enfrenta um obstáculo importante: a rejeição. Segundo a mesma pesquisa da Quaest, 54% dos entrevistados afirmam que não votariam no atual presidente e 57% acreditam que ele não merece ser reeleito.

Do lado da oposição, o principal nome é o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-chefe do Executivo não poderá disputar a eleição de 2026. A pré-candidatura de Flávio foi anunciada em dezembro de 2025 após indicação do próprio pai e confirmação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

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Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. Na Quaest, seus índices variam entre 29% e 33%. Já na pesquisa Atlas/Bloomberg, ele registra entre 37,9% e 39,1%. Em um eventual segundo turno contra Lula, o levantamento aponta um cenário de empate técnico: 46,3% para Flávio e 46,2% para o atual presidente. Assim como o adversário, o senador também enfrenta rejeição elevada — 55% dizem que não votariam nele.

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Além dos dois favoritos, outros pré-candidatos tentam ganhar espaço no cenário nacional. Entre eles está o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que lançou sua pré-candidatura em 2025 e aparece com cerca de 1% das intenções de voto na Quaest e até 5,7% em cenários da Atlas/Bloomberg.

Outro nome que entrou na disputa é o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), figura histórica do PCdoB que se afastou da esquerda nos últimos anos. Rebelo aparece com cerca de 1% nas pesquisas.

O campo da direita também conta com a candidatura do ativista Renan Santos, cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL), que disputa pelo partido Missão e registra entre 1% e 3,7% nas sondagens. Já a dentista Samara Martins, da Unidade Popular (UP), também foi lançada como pré-candidata, embora ainda não apareça nas pesquisas mais recentes.

Outro grupo que pretende lançar candidato próprio é o PSD. O presidente do partido, Gilberto Kassab, afirmou que a sigla apresentará uma alternativa de centro-direita. Entre os nomes cotados estão os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná).

Caiado já declarou publicamente sua intenção de disputar a Presidência e aparece com cerca de 4% a 5% das intenções de voto. Ratinho Júnior, por sua vez, surge com cerca de 8% na pesquisa Quaest e é o nome mais conhecido entre os possíveis candidatos do partido.

O cenário eleitoral, porém, ainda pode mudar. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026. Caso nenhum candidato obtenha mais da metade dos votos válidos, um segundo turno será realizado em 25 de outubro.

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