Grupo ligado ao Irã afirma que repórter deve deixar o Iraque imediatamente após uma semana em cativeiro
A jornalista americana Shelly Kittleson, sequestrada há cerca de uma semana em Bagdá, deve ser libertada em breve, segundo anúncio feito nesta terça-feira (7) pelo grupo armado Kataib Hezbollah.
De acordo com a declaração divulgada à agência Reuters, a milícia — alinhada ao Irã — informou que a repórter será solta, mas condicionou sua permanência à saída imediata do Iraque.
Kittleson, jornalista freelancer com ampla experiência na cobertura do Oriente Médio, foi capturada em uma rua da capital iraquiana. Autoridades locais acreditam que ela tenha sido mantida em cativeiro na própria Bagdá durante o período. Um suspeito de envolvimento no sequestro chegou a ser preso e interrogado pelas forças de segurança.
A repórter já colaborou com veículos internacionais como a BBC, além dos portais Politico e Al-Monitor, sendo reconhecida por sua atuação em zonas de conflito, incluindo o Iraque e a Síria.
Segundo fontes americanas e iraquianas, a jornalista havia sido alertada sobre possíveis ameaças dias antes do sequestro, o que reforça a suspeita de que ela tenha sido alvo deliberado. O Kataib Hezbollah já foi associado, em ocasiões anteriores, a sequestros de estrangeiros na região.
O caso reacende preocupações sobre a segurança de jornalistas que atuam em áreas de conflito e evidencia a instabilidade ainda presente no território iraquiano.



