Policial civil é preso após atropelar mãe e dois filhos em SP; menino de 10 anos está grave

Policial civil é preso após atropelar mãe e dois filhos em SP; menino de 10 anos está grave

Agente dirigia uma viatura descaracterizada e apresentava sinais de embriaguez, segundo a PM. Mãe e irmã da criança também foram hospitalizadas.

Um policial civil foi preso em flagrante após atropelar uma mulher e os dois filhos dela no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Um menino de 10 anos ficou gravemente ferido e precisou passar por uma cirurgia na cabeça.

A mãe e a irmã dele também foram hospitalizadas, mas apresentavam quadro estável, conforme as informações divulgadas nesta quinta-feira, 1º de outubro.

O atropelamento aconteceu no cruzamento da Avenida Cruzeiro do Sul com a Rua Pedro Vicente. 

As três vítimas receberam atendimento de equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foram encaminhadas ao Hospital das Clínicas. 

Motorista conduzia uma viatura descaracterizada

O policial foi identificado como Douglas Willian Pedroso, que atua como carcereiro na Divisão de Investigação sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Segundo a Polícia Militar, o automóvel envolvido era um Chevrolet Cobalt utilizado como viatura descaracterizada da Polícia Civil. Quando as primeiras equipes chegaram para atender a ocorrência, o veículo já havia deixado o local.

Os policiais militares realizaram buscas na região e localizaram o carro conduzido pelo agente. A identificação do veículo e do motorista permitiu o encaminhamento da ocorrência à Polícia Civil. 

PM relatou sinais de embriaguez

De acordo com a Polícia Militar, Douglas apresentava sinais visíveis de embriaguez durante a abordagem. 

Ele se recusou a realizar o teste do etilômetro, conhecido como bafômetro, e recebeu voz de prisão em flagrante.

As informações preliminares também apontam que o policial deixou o endereço depois de atingir os pedestres.

 A dinâmica do atropelamento e a conduta do motorista fazem parte da apuração.

A suspeita de embriaguez foi relatada pelas autoridades que atenderam o caso. 

A recusa ao teste e os demais elementos reunidos deverão ser considerados no procedimento investigativo. 

Criança segue em estado grave

O menino de 10 anos foi a vítima com o quadro mais delicado. As informações divulgadas apontam que ele precisou de uma intervenção cirúrgica na cabeça e permanecia em estado grave.

A mãe e a irmã também ficaram internadas, com condições de saúde descritas como estáveis. 

Não foram divulgados, nas informações consultadas, detalhes sobre a idade da menina ou a previsão de alta das vítimas.

Corregedoria acompanha a ocorrência

O caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, responsável pela apuração envolvendo o agente. 

O delegado de plantão determinou o recolhimento da arma do policial e a realização de exames periciais no automóvel.

A prisão em flagrante foi confirmada com base no Código de Trânsito Brasileiro. 

O policial permaneceu detido na sede da Corregedoria, na Lapa, Zona Oeste da capital.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do atropelamento a partir dos registros da ocorrência e dos exames no veículo.